Fazendo a Diferença - Associação Nova Projeto.

Vou relatar no nosso blog o dia a dia de uma escola que trabalha com a diversidade humana. Pessoas que não respondem ao modelo padrão, estabelecido pela sociedade. São muitas vidas, com várias histórias de superação de limites pessoais e sociais.

18

de
maio

Cursos de capacitação profissional para pessoas com necessidades especiais

- matrículas abertas - Associação Nova Projeto.

A Associação Nova Projeto está recebendo inscrições para o nosso 24º grupo de capacitação profissional para pessoas com deficiência intelectual em Práticas Administrativas e Práticas do Varejo. Os cursos oferecem o preparo para o trabalho nas funções: mensageiro interno, auxiliar de farmácia, auxiliar de balconista, repositor de mercadorias, empacotador.

“A capacitação profissional é um fator fundamental para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.”

Vamos trabalhar juntos nesse objetivo!

São condições de ingresso:

idade: a partir dos 18 anos
Escolaridade: fundamental completo/incompleto
Idade: a partir dos 18 anos
Laudo médico com o CID 10

Início: 23 de maio
Horário: das 13:00 às 16:15
Duração: três meses

Inscrições:
Associação Nova Projeto
R. Texas,1074 - Brooklin
Tel: 55058929 SP
Horário: das 9:00 às 16:00 horas

Os cursos são gratuítos, com material didático, lanche e transporte. Fazemos encaminhamento profissionalizante

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3

de
novembro

Estamos mudando o endereço do Blog da Associação Nova Projeto

Caros amigos

Infelizmente, como não temos mais espaço disponível de postagens neste Blog e para contarmos com mais recursos de informações, estamos mudando para o endereço abaixo:

http://novaprojeto.blogspot.com

Esperamos continuar a contar com nossos leitores nesse novo espaço de comunicação.

 

 

Atenciosamente

Associação Nova Projeto

Raphaela Viggiani Coutinho

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2

de
novembro

Estranho caso clínico - área médica

 Estranho caso clínico ( os pais pedem para divulgar na busca de um dignóstico)
 

 

O parto foi através de cesariana, pois até a data prevista 31/3 não houve sinais, então optamos pela cirurgia. Pedro nasceu muito bem. Chorou logo e teve nota 9 de Apgar.
Nasceu com 48 cm e pesou 3, 430 kg. Seu primeiro ano de vida foi ótimo, com desenvolvimento perfeito e nenhuma doença. Sentou com cinco meses, andou com 11 meses, disse as primeiras palavras com 7 meses e antes disso já emitia sons naturais de um bebê.
Com um ano e dois meses, certa tarde durante o sono, Pedro acordou assustado como estivesse se engasgando. Isso se repetiu por mais alguns dias até que fomos ao médico.
Este viu uma crise, suspeitou de refluxo-gastresofágico e solicitou alguns exames.
Nesta época, estas crises aconteciam mais ou menos 10 vezes ao dia e duravam aproximadamente 15 segundos. Como os exames não acusaram nada, por indicação do médico, procuramos um neurologista infantil que disse tratar-se de crises convulsivas. Fizemos um primeiro eletro encefalograma que foi normal. Procuramos o Dr.Salomão Schwartzmam,  que o avaliou e considerou-o logicamente perfeito. Nesse período, as crises aumentavam em quantidade e intensidade.
Assim, em agosto de 90 ele foi internado na UTI pela primeira vez com aproximadamente uma crise a cada 3 minutos. Ficou no Hospital 20 dias e saiu com as crises mais controladas. Fez uma Tomografia Computadorizada que foi normal. O segundo eletro acusou foco irritadiço do lado direito cérebro. Apesar de tudo isso, seu desenvolvimento continuava normal, porém mostrava-se mais sonolento. As crises continuavam; eram crises mistas. Em outubro de 90, percebemos que ele estava sorrindo menos, chorando menos e que quando sorria, o lado esquerdo de seu rosto parecia paralisado. Em novembro de 90, percebi que ele usava menos o braço esquerdo. Os médicos chamaram de seqüelas. Em dezembro de 90, fizemos uma ressonância magnética de crânio, um exame de Fundo de Olho alguns exames para detectar erros inatos do metabolismo. Todos os exames foram normais. Nessa época, ele já apresentava dificuldade para caminhar e falava menos. Mantinha uma média de mais ou menos 20 crises por dia.
No decorrer de sete meses mudamos de médicos por diversas vezes vários anticonvulsivantes foram testados. Porém o efeito nunca era totalmente satisfatório. E esteve internado mais duas vezes para controlar crises mais freqüentes. Em janeiro de 91, Pedro foi internado mais uma vez e saiu do hospital sem andar, sentar ou falar. Em fevereiro, novamente foi internado com crises muito fortes, ficou 20 dias no Hospital. As crises já duravam 1 min., manifestando-se a cada 10 min. Nessa ocasião, foi medicado com cortisona e fez vários exames de Metabolismo, porém nada foi encontrado… A habilidade motora dele ficou debilitada. Quando teve alta, não segurava a cabeça, não sentava sozinho e parecia não reconhecer ninguém, além de não fixar o olhar em nada. O tempo foi passando, e com seções de fisioterapia e muito carinho Pedro foi conseguindo alguns pequenos progressos. Continuávamos nossa maratona em médicos e exames, porém nada acontecia. Suas crises ficaram um pouco mais controladas, manifestando-se somente durante o sono, aproximadamente 8 episódios por noite, com duração de cerca de 1 min. No final de 95, ele ficou alguns dias consecutivos sem apresentar crises. Nestes últimos anos, repetiu alguns exames, porém nada de novo foi encontrado. Teve complicações pulmonares e tomou muito antibiótico. Nos últimos meses de 95, Pedro readquiriu o controle da cabeça e ganhou maior firmeza no tronco. Passou a fixar o olhar nas pessoas e objetos, porém ainda não manifestando desejo de pegá-los. Seu rosto ficou mais expressivo, apesar de ainda não rir ou chorar.
Em janeiro de 96, repetimos a Ressonância Magnética que se apresentou tal e qual a anterior, segundo o médico que assinou o laudo. O Dr. Fernando Arita, seu médico atual, diagnosticou que Pedro tem um cérebro um pouco menos denso do que uma criança de 7 anos.
Repetimos também o eletro encefalograma, que se apresentou bem melhor que o anterior, com crises mais localizadas. Fizemos também, um estudo de Cariótipo (pai, mãe e filho) com a Dra.Rita de Cássia Stoco e nada foi encontrado. Disse suspeitar de Doenças Mitocondriais e sugeriu que fizéssemos um estudo de DNA. Foi feita também, uma dosagem de aminoácidos no sangue e
cromatografia de açúcares na urina. Atualmente, Pedro mantém cerca de 4 crises convulsivas durante o sono, principalmente a partir das horas da madrugada. Em suas crises estica
braços e pernas, gira a cabeça para a esquerda e chora… Duram cerca de 45 segundos. Sua atenção continua fixa nas pessoas e objetos, porém não se movimenta espontaneamente. Readquiriu razoável controle de tronco, porém não senta, não fica em pé, não fala, não sorri ou chora. De dois anos para cá, desenvolveu uma escoliose bastante preocupante. Está medicado com Rivotril, Valpakine e Tryleptal.
Pedro, atualmente, está com 15 anos. Durante todos estes anos, não encontramos uma resposta para o que acontece com Pedro, e, também nunca encontramos alguém com problema semelhante para trocar experiências.
Se você puder ajudar, se for médico ou já conheceu alguma criança com o mesmo problema, por favor, nos escreva.
Se não, passe essa mensagem para frente para que encontre o destino certo.
 

 

Muito Obrigado,

 

Liane e Manoel.

Nosso endereço: Rua Conselheiro Brotero, 1559 apto 134 CEP 01232-011 São
Paulo - SP - BRASIL
Fone: (11) 3662.4826

 

 

 

Postado por:

 Associação Nova Projeto

  raphaela@escolaprojeto.com.br  

     Raphaela Viggiani Coutinho

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2

de
outubro

Capacitação profissional para pessoas especiais - Associação Nova Projeto

 

É o nosso 21º grupo do curso de capacitação profissional a concluir os cursos de “Práticas Administrativas e Práticas do Varejo” O programa tem a duração de três meses divididos em aulas teóricas e práticas com conteúdo especifico de preparo para o trabalho. Ao final das aulas os alunos estão prontos para serem encaminhados ao mercado de trabalho.

Fazemos parcerias com empresas que necessitam contratar pessoas com deficiência.

 Associação Nova Projeto

 contato:

55 11 55058929 SP

raphaela@escolaprojeto.com.br

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2

de
outubro

Benefício - LOAS ou trabalho uma escolha difícil.

Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS

O Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS é um benefício da assistência social, integrante do Sistema Único da Assistência Social – SUAS, pago pelo Governo Federal, cuja a operacionalização do reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna.Esclarecendo o parágrafo acima: Isto é, a verba que custeia Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS não sai do INSS, pois os benefícios deste ( como aposentadoria, pensão, auxílio doença, salário maternidade, etc) são mantidos, através das contribuições de todos os trabalhadores registrados ou aqueles que pagam à previdência contribuindo com carnê, de forma individual. O sistema da previdência é contributivo, tem direito aquele que contribui de alguma forma ou depende de alguem que contribuiu,  enquanto o sistema da Assistência Social é seletivo, voltado para aqueles que realmente necessitam.

 QUEM TEM DIREITO AO BPC-LOAS:

-        Pessoa Idosa - IDOSO: deverá comprovar que possui 65 anos de idade ou mais, que não recebe nenhum benefício previdenciário, ou de outro regime de previdência e que a renda mensal familiar per capita seja  inferior a ¼ do salário mínimo vigente.

-        Pessoa com Deficiência - PcD: deverá comprovar que a renda mensal do grupo familiar per capita seja inferior a ¼ do salário mínimo, deverá também ser avaliado se a sua deficiência o incapacita para a vida independente e para o trabalho, e esta avaliação é realizada pelo serviço de pericia médica do INSS.

 

Isto é: a pessoa que vier a requerer o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS  (pessoa com deficiência) deverá possuir 4 requisitos:

·      Ter deficiência ou doença 

·      Ter renda familiar por pessoa inferior a ¼ de salário mínimo

·      Ser incapaz para o trabalho (incapacidade decorrente da deficiência/doença )

·      Ser incapaz para a vida independente (incapacidade decorrente da deficiência/doença )

Para cálculo da renda familiar é considerado o número de pessoas que vivem na mesma casa: assim entendido: o requerente, cônjuge, companheiro(a), o filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido de qualquer idade, pais, e irmãos não emancipados, menores de 21 anos, e inválidos, de qualquer idade,                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   O enteado e menor tutelado equiparam-se a filho mediante a comprovação de dependência econômica e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.

Caso concreto : uma pessoa com artrite reumatóide grave, tendo comprometidos o movimentos das pernas e das 2 mãos, pela perícia e avaliação social foi considerada incapaz para o trabalho e vida independente. Esta requerente  morava com uma tia, e o marido desta tia. Este ganhava R$ 600.00. Mas essa renda não entra no cálculo de renda familiar, pois ele não faz “parte da família”.segundo a lei.  Se ele, o único trabalhador da casa, fosse o marido da requerente, a senhora com reumatóide não conseguiria o benefício por causa da renda.

 Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS

O benefício assistencial pode ser pago a mais de um membro da família desde que comprovadas todas a condições exigidas. Nesse caso, o valor do benefício concedido anteriormente será incluído no cálculo da renda familiar .

 

O benefício deixará de ser pago quando houver  superação das condições (isto é, a renda da família aumentar, a pessoa com deficiência deixar de ser incapaz para o trabalho e vida independente com o passar dos anos e do tratamento) que deram origem a concessão do benefício ou pelo falecimento do beneficiário.

 

 

O benefício assistencial é intransferível e, portanto, não gera pensão aos dependentes. A pessoa beneficiária será avaliada a cada 2 anos,  para a revisão das condições que deram origem ao benefício .

(Esta revisão está atrasada. Há pessoas que recebem o BPC LOAS que nunca passaram por alguma revisão, não sabemos quando ela se re iniciará.)

 Comentário -  Associação Nova Projeto

Diferença entre Benefício e Aposentadoria

Inicialmente , não confundir benefício com aposentadoria. Muitas pessoas que nos procuram dizem “ meu filho é aposentado não pode trabalhar” Aposentado é a pessoa que trabalhou e contribuiu com  o INSS e por motivo de doença, idade ou tempo de contribuição se aposentou ou seja parou de trabalhar. O benefício conhecido como LOAS não é aposentadoria, mas como descrito acima uma ajuda do Governo Federal para pessoas extremamente pobres sem condições de cuidar do seu próprio sustento.

A escolha da segurança do Benefício pela possibilidade de trabalho

Interferir junto às famílias se  devem ou não desistir do benefício para que seu filho deficiente trabalhe é complicado. Passei por essa experiência várias vezes e sempre tive dúvidas em como orientá-las. Para as pessoas carentes o benefício é uma garantia de uma renda mensal. É impossível deixar de considerar essa realidade. Contudo hoje depois de vivenciar essa situação considero: se o deficiente é jovem e tem o potencial para o trabalho a família deve desistir do benefício, pois é  injusto privá-lo de uma vida digna. independente e no exercício da  cidadania a que tem direito em favor de um benefício que não é muitas vezes para sempre (é revisto pelo INSS) e que favorece a ociosidade que pode levá-lo a caminhos perigosos. O trabalho é fundamental para a dignidade das pessoas o benefício concedido é uma dependência que acomoda e enfraquece. Contudo se possui mais idade e uma deficiência mais severa, sem condições de ser incluído no mercado de trabalho formal aconselho a família buscar ou  manter o benefício. O importante nesse caso é mante~lo em atividades que não o afastem do convívio social e preferivelmente em trabalho protegido.Tenho procedido dessa forma na orientação das famílias porque acredito ser esse o caminho nas regras atuais. .

Raphaela Viggiani Coutinho

 

 

 

 

 

  
 
 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

 

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27

de
agosto

Programa de capacitação profissional - Associação Nova Projeto

 Nesta quarta feira os alunos que fazem a capacitação profissional na Associação Nova Projeto visitaram a GS1 Brasil, organização que patrocina o programa. Esta visita faz parte do curso. Os alunos foram recebidos por funcionários da empresa que realizaram  dinâmica para conhecê-los melhor. Na oportunidade foi selecionado o aluno que fará o estagio de três meses na GS1 Brasil. A  integração dos alunos com deficiência no sistema empresarial é extremamente positiva. Ficam entusiasmados, pois para a maioria deles é  um mundo desconhecido. Uma aluna que participou da visita ficou impressionada com a empresa e comentou: “Nunca imaginei que existisse um lugar assim”.

Estamos recebendo inscrições para a próxima turma. Inf. (11 55058929 ) SP

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11

de
agosto

Cursos de Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência Intelectual - Associação Nova Projeto

Estamos com inscrições abertas para os cursos de Práticas Administrativas e Práticas do Varejo. Os cursos começarão na segunda quinzena de setembro/2010.

São condições de ingresso:

Maiores de 18 anos

Alfabetizados

Ambos os sexos

Laudo médico recente

Os cursos são “gratuítos” com direito a transporte, material didático e lanche. Faz parte do programa, curso de informática especializada, oferecido pela GS1 Brasil,  ministrado por funcionários da área, no espaço físico da empresa.

Realização: Associação Nova Projeto

Patrocínio: GS1 Brasil

Apoio: Abras - Associação Brasileira de Supermercados

Maiores informações: (11) 55058929 Raphaela/ Monica

raphaela@escolaprojeto.com.br

O programa de capacitação profissional  da Associação Nova Projeto, começou em 2003, uma iniciativa pioneira na qualificação profissional de pessoas com deficiência intelectual. Profissionais especiais capacitados na Associação Nova Projeto estão trabalhando em diversos setores do comércio varejista na Capital e Grande São Paulo. O sucesso do programa é comprovado pelo alto número de profissionais especiais incluídos no mercado de trabalho e pela estabilidade duradoura nos empregos.

Raphaela Viggiani Coutinho

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3

de
agosto

Síndrome de Asperger - Associação Nova Projeto

“O síndrome de Asperger ou o transtorno de Asperger ou ainda Desordem de Asperger é uma síndrome que está relacionada com o autismo, diferenciando-se deste por não comportar nenhum “atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem”.
Um diagnóstico preciso e seguro só poderá ser dado por um médico especialista, assim como o devido tratamento.
No entanto, existem algumas características que podem ser observadas pelos pais quando seus filhos tenham entre dois e sete anos de idade. Normalmente, uma criança com Asperger pode apresentar algumas características com maior frequência. Aqui, apresentamos algumas:
1- Habilidades sociais e controle emocional
- Não desfruta normalmente do contato social. Relaciona-se melhor com adultos que com crianças da mesma idade. Não se interessa pelos esportes.
- Tem problemas de brincar com outras crianças. Não entende as regras implícitas do jogo. Quer impor suas próprias regras, e ganhar sempre. Talvez por isso prefira brincar sozinho.
- Custa-lhe sair de casa. Não gosta de ir ao colégio e apresenta conflitos com seus companheiros.
- Custa-lhe identificar seus sentimentos e os dos demais. Apresenta mais birras que o normal. Chora com facilidade por tudo.
- Tem dificuldades para entender as intenções dos demais. É ingênuo. Não tem malícia. É sincero.
2- Habilidades de comunicação
- Não pode olhar nos olhos quando fala contigo. Crê em tudo aquilo que lhes dizem e não entende as ironias. Interessa-se pouco pelo que dizem os outros. Custa-lhes entender uma conversa longa, e muda de tema quando está confusa.
- Fala muito, em tom alto e peculiar, e usa uma linguagem pedante, extremamente formal e com um extenso vocabulário. Inventa palavras ou expressões idiossincrásicas.
- Em certas ocasiões, parece estar ausente, absorto em seus pensamentos.
3- Habilidades de compreensão
- Sente dificuldade em entender o contexto amplo de um problema. Custa-lhe entender uma pergunta complexa e demora em responder.
- Com frequência não compreende uma crítica ou um castigo. Assim como não entende que ele deve portar-se com distintas formas, segundo uma situação social.
- Tem uma memória excepcional para recordar dados e datas.
- Tem interesse especial pela matemática e as ciências em geral.
- Aprende a ler sozinho ainda bem pequenos.
- Demonstra escassa imaginação e criatividade, por exemplo, para brincar com bonecos.
- Tem um senso de humor peculiar.
4- Interesses específicos
- Quando algum tema em particular o fascina, ocupa a maior parte do seu tempo livre em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, sem importar-se com a opinião dos demais.
- Repete compulsivamente certas ações ou pensamentos para sentir-se seguro.
- Gosta da rotina. Não tolera as mudanças imprevistas. Tem rituais elaborados que devem ser cumpridos.
5- Habilidades de movimento
- Possui uma pobre coordenação motora. Corre num ritmo estranho, e não tem facilidade para agarrar uma bola.
- Custa-lhe vestir-se, desabotoar os botões ou fazer laço nos cordões do tênis.
6- Outras características
- Medo, angústia devido a sons como os de um aparelho elétrico.
- Rápidas coceiras sobre a pele ou sobre a cabeça.
- Tendência a agitar-se ou contorcer-se quando está excitado ou angustiado.
- Falta de sensibilidade a níveis baixos de dor.
- São tardios em adquirir a fala, em alguns casos.
- Gestos, espasmos ou tiques faciais não usuais.

Texto de:Vilma Medina
Fonte: guiainfantil.com

Comentário:


Escolhemos o texto acima porque descreve de forma simples e clara, inclusive com exemplos, a maneira de ser e de se comportar das pessoas com diagnóstico de Síndrome de Asperger. Temos recebido na nossa instituição alguns jovens com essa síndrome, que se inscrevem no programa de capacitação profissional para deficientes intelectuais, com a intenção de se enquadrarem na lei de cotas. Ocorre que pessoas com Síndrome de Asperger, embora apresentem uma série significativa de limites, acima descritos, não têm como diagnóstico a deficiência mental. Essa síndrome é considerada pelos especialistas como uma manifestação de autismo de “alta funcionalidade”, ou seja, um distúrbio neurológico. Contudo essas pessoas na grande maioria não conseguem competir no mercado formal de trabalho. Realmente precisam de um atendimento diferenciado da família, na escola e no emprego. Por esse motivo decidimos aceita-las nos nossos cursos de capacitação profissional para pessoas especiais, mesmo sem poderem ser encaminhadas através da lei de cotas. Pela experiência que tivemos com esses jovens com Síndrome de Asperger, avaliamos que embora preparados com cursos profissionalizantes especializados, a maioria vai precisar de orientação e apoio diferenciado na inclusão no mercado de trabalho. É uma questão que em nossa opinião, deve ser reavaliada pelos médicos da especialidade, pelas famílias e pelo Ministério do Trabalho

Associação Nova Projeto/2010

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23

de
julho

Responsabilidade Social na Empresa - Associação Nova Projeto

Recebi um recado que me alegra e me acalma. Uma jovem que participou do nosso programa de capacitação profissional no final de 2009 finalmente está empregada. O laudo médico em desacordo com as exigências do médico do trabalho, responsável pela inspeção na empresa, retardou a contratação. É um problema que tenho enfrentado. Ainda não foi instalada uma sistemática de como obter o laudo médico de deficiente. Fomos orientadas que deve ser tirado em Postos de Saúde ou Hospital Público, mas na prática é muito complicado. Quando a pessoa tem acompanhamento médico nesses locais é mais fácil porem quando não tem é quase impossível. No caso dessa jovem levamos seis meses para conseguir, a sorte foi que a empresa reservou a vaga e esperou. Jovem separada, com uma filha, necessitava trabalhar. A família vinha tendo dificuldade em sustentá-la. Quando criança depois de uma meningite que a deixou em coma por vários meses apresentou atraso no desenvolvimento. Demorou a sentar andar e falar, na escola não acompanhou o ritmo normal da classe. Repetiu várias vezes de ano e lentamente terminou o ensino fundamental e o ensino médio, sempre com muita dificuldade. Tem uma vivência e uma simpatia que esconde a deficiência, porém é ingênua, um pouco imatura e não consegue competir com outros candidatos para uma vaga normal de trabalho. Agora finalmente está trabalhando em uma loja como auxiliar de balconista. Entrou na vaga através das cotas para deficientes. Com essa oportunidade certamente poderá construir uma vida mais independente.

“O resgate da cidadania da pessoa com deficiência nos fortalece”

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20

de
julho

O abacateiro - Associação Nova Projeto

 

                                   O periquito está no galho mais alto!!!

Quando alugamos a casa onde funciona a nossa escola, ficamos encantadas com o abacateiro que existia bem no meio do pátio. Uma grande e linda árvore, majestosa, que sombreava parte do nosso jardim. Num dos cantos do canteiro encostada no muro encontrei dias depois uma vara longa de bambu que terminava com uma espécie de balaio. Não me dei conta da utilidade daquela peça e joguei fora. Até hoje me arrependo de ato tão irresponsável, não imaginei a falta que nos faria nesses anos todos, para a colheita dos abacates.  Estamos nessa casa há nove anos e três meses por ano, nos meses de junho, julho e agosto é o período em que perdemos no mínimo umas cinco telhas daquelas bem grandes de Brazilite que cobre o refeitório e mais as menores das salas de aula. É a época em que o nosso abacateiro dá frutos. São uns abacates grandes que quando caem fazem um estrago enorme. Até o ano passado tínhamos um rapaz que nessa época subia nos galhos mais altos e jogava para baixo os abacates que eram amparados pelas professoras com uma lona. A colheita todos os anos é enorme, dividimos entre alunos e professores e ainda é a nossa sobremesa obrigatória por dias. São deliciosos, doces e macios.  Não somos só nós que saboreamos os doces frutos, a arvore por dias recebe a visita de pássaros diversos, principalmente dos periquitos que lotam os galhos em grande algazarra. Este ano estamos com dificuldade em realizar a colheita antecipada antes que os frutos caiam. O rapaz que fazia esse serviço não veio e até o ultimo dia de aula, tínhamos já duas telhas quebradas e como entramos de férias, nenhuma outra providencia foi tomada. Teremos que esperar a volta às aulas para levantarmos  os estragos certos.

Podamos o abacateiro várias vezes na esperança de diminuir a colheita, mas em pouco tempo ele cresce e fica cheio de flores e frutos.

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